Um pedido de urgência foi feito ontem pela procuradora do Trabalho em Londrina, Luciana Estevão Cruz de Oliveira, juntamente com a Comissão de Seguridade Social da Câmara Municipal para que o caso do bloqueio do salário dos funcionários do Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) seja resolvido com máxima urgência, para que os trabalhadores não entrem em greve amanhã. A vereadora Sandra Graça (PP), presidente da Comissão de Seguridade, esteve na reunião e afirmou que o problema não é só do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre, onde o caso está sendo julgado, mas também do município.
''O município não pode cruzar os braços em nenhum momento porque o problema não é só de dinheiro, mas de vidas. O compromisso de pagar o trabalhador é do município também, que assinou um termo de parceria, mesmo que ele esteja sendo questionado judicialmente'', enfatiza. ''Vou cobrar que todos fiquem de plantão nesse caso, para que tudo se resolva o mais rápido possível e os trabalhadores recebam o salário merecido.''
Segundo a procuradora, o problema ocorreu porque o Ciap, em Curitiba, pediu a suspeição da juíza federal que está julgando o caso, Gisele Lemke. ''A juíza saiu do caso. Até não nomearem um substituto para o cargo essa questão não pode ser resolvida e o dinheiro fica retido na conta bloqueada'', explica.
Luciana Oliveira também afirmou que o caso é complexo porque tramita na Justiça Federal. ''Como órgão, atuamos no Ministério Público do Trabalho então não temos muito acesso à Justiça Federal. O que podemos fazer é verificar todas as medidas possíveis, já que o município fez o depósito para o pagamento.''
Um representante de cada classe de trabalhadores do Ciap - agentes de endemia, Samu, Policlínicas e Programa Saúde da Família (PSF) - estiveram na reunião, mas não quiseram comentar o caso. Uma das agentes, que não quis se identificar, afirmou que eles saíram insatisfeitos e por isso ''o indicativo de greve continua até o pagamento dos salários''.

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