Brasília - O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, abriu procedimento administrativo contra o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF) para investigar denúncia de envolvimento dele com desvio de dinheiro do estatal Banco de Brasília (BRB) e a partilha de R$ 2,2 milhões. O procurador deu prazo de 20 dias corridos - contados do recebimento da notificação, encaminhada ontem - para que Roriz apresente explicações sobre o caso. ''Ele já foi ao plenário (do Senado Federal, na última quinta-feira) para falar sobre esse assunto. Então, eu estou aguardando para, depois do prazo, tomar as providências cabíveis'', declarou.
Se concluir que os indícios existentes são suficientemente fortes, o procurador-geral poderá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito. Mas essa avaliação só deve ocorrer a partir de agosto. O procurador-geral pretende sair em férias a partir do próximo dia 13, só retornando no final do mês. Roriz foi flagrado em escutas telefônicas conversando com o então presidente do BRB Tarcísio Franklin sobre a entrega e a partilha de R$ 2,2 milhões. Nas escutas, os dois combinam de pegar o dinheiro no escritório do empresário Nenê Constantino, dono da Gol.
Antonio Fernando tem em mãos um dossiê encaminhado pelo Ministério Público do Distrito Federal extraído dos autos da Operação Aquarela.
Roriz já estuda a possibilidade de renunciar ao cargo para escapar do processo de cassação.

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