O procurador jurídico da Câmara Municipal, Miguel Aranega Garcia, solicitou à Mesa Executiva a abertura de uma investigação interna sobre a possível compra de votos ao vereador João Martins (PSL) para impedir o voto dele na sessão que culminou na cassação do ex-parlamentar Emerson Petriv, mais conhecido como Boca Aberta, recentemente eleito deputado federal. O protocolo foi feito na última quinta-feira (8), mas os vereadores ainda não decidiram se vão acatar ou não a orientação. A assessoria de imprensa do Legislativo informou que a reunião para discutir o assunto não foi agendada.

Imagem ilustrativa da imagem Procuradoria da Câmara pede investigação de suposta compra de voto de vereador
| Foto: Arquivo FOLHA


Uma pessoa ainda não identificada teria oferecido R$ 15 mil para provavelmente comprar o voto do representante do PSL. Defendendo "a lisura do processo", Aranega explicou que o pedido da apuração "é bem amplo, podendo ser tanto pela Comissão de Ética quanto pela criação de uma CE (Comissão Especial). Essencialmente, não tem muita diferença. O objetivo é esmiuçar o fato revelado pelo parlamentar no Gaeco". O delegado Alan Flore abriu um inquérito policial na semana passada. O procurador disse que ficou sabendo da situação "por meio da imprensa. Ele (João Martins) ainda não se manifestou formalmente na Câmara".

Depois de prestar depoimento no Ministério Público, Martins, apesar de confirmar a suposta propina, não soube identificar quem fez o pedido. "Eu não conheço e nunca mais vi. Não sei onde mora e nem o nome.", explicou durante entrevista na saída.

O fato foi revelado ao Gaeco em depoimento prestado por Martins no dia 18 de julho quando o delegado apurava fatos relacionados ao esquema da operação ZR3 que investigou crimes por cobrança de propina para alteração de projeto de lei na Câmara Municipal de Londrina. À época, quando Martins era responsável pelo relatório da CP (Comissão Processante) que investigava os vereadores Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV). O Gaeco apurava um suposto pedido feito por Rony para Vera Rubo, assessora parlamentar de Martins, para "aliviar o relatório".

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