A fita da conversa entre o ex-presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e três procuradores da República – Luiz Francisco de Souza, Guilherme Schelb e Eliana Torelly – rachou o Ministério Público Federal. ‘‘Não há mais confiança depois de tudo o que ocorreu’’, disse ontem o procurador Guilherme Schelb, ao anunciar que ele e a colega Eliana Torrely estão rompidos com Souza, que divulgou o conteúdo da gravação.
‘‘A partir de agora, não mais atuaremos conjuntamente’’, afirmou Schelb, para quem o procurador Luiz Francisco ‘‘extrapolou os limites’’ ao decidir, por conta própria, gravar a conversa ocorrida entre eles e ACM. Para Schelb, a atitute do colega representa ‘‘quebra de confiança’’ e, por essa razão, não haveria mais motivo para atuarem juntos.
No episódio, o que mais revoltou Schelb foi a ‘‘quebra de sigilo’’ da conversa por parte de Luiz Francisco. ‘‘A reunião tinha caráter sigilo e, por isso, nada poderia ser divulgado’’, disse. Ele explicou que o sigilo sobre o encontro foi pedido pelo senador Antônio Carlos Magalhães.
Mesmo com a crise instalada, o procurador Luiz Francisco insiste em negar que não há racha entre ele e os colegas Guilherme Schelb e Eliana Torelly. ‘‘De minha parte não houve rompimento’’, disse ele, esquivando-se de comentar o assunto, sob a alegação de que não comentaria assuntos internos do Ministério Público. Souza afirmou, ainda, que não cometeu nenhuma atitude antiética no episódio.

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