Procuradores não sabem quem são mandantes dos grampos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de março de 2003
Agência Folha 
Salvador - Os procuradores federais André Luiz Batista Neves e Edson Abdon Peixoto Filho informaram, em nota oficial divulgada ontem à tarde, que o Ministério Público ainda não identificou o mandante dos grampos telefônicos na Bahia.
A decisão de publicar a nota foi tomada depois que alguns adversários políticos do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), 75, disseram que o Ministério Público já tinha indícios suficientes para incriminar o ex-presidente do Congresso.
Segundo os procuradores - que estão acompanhando todos os depoimentos -, as reportagens e opiniões externadas sobre os grampos não refletem, necessariamente, ''o pensamento de todos os membros da equipe investigativa''.
Os procuradores disseram também que o Ministério Público somente vai se pronunciar depois que todas as diligências efetuadas para apurar a origem dos grampos ilegais terminarem.
Ontem, a assessoria da PF informou que aguarda um comunicado do ex-funcionário da TIM Hebert Rodrigues, convocado pelo delegado Gesival Gomes de Souza para depor na próxima semana.
Em Brasília, Souza foi informado que o ex-funcionário teria viajado para a Dinamarca sem avisar à PF. Segundo depoimento do assessor da secretaria da Segurança Pública da Bahia Alan Farias, Rodrigues era o responsável pelo atendimento dos pedidos de monitoramento efetuados pelo delegado especial Valdir Gomes Barbosa.
Barbosa e Alan Farias foram indiciados por falsificação de documento público e escuta ilegal. A PF informou que não pretende acionar, por enquanto, a Interpol para localizar Rodrigues. O órgão deve dar duas semanas de prazo para que o ex-funcionário da TIM informe onde está.


