Procuradora diz que nada foi 'às escuras'
Convocada pela Presidência a analisar novamente o assunto, a procuradora jurídica da Câmara, Michele Bazo, insistiu que, além da legalidade, a moralidade não teria sido violada com uma votação de debate inexistente. ''O princípio da moralidade não é o que é moral ou imoral para a sociedade. Foi dada publicidade sim ao assunto, nada foi feito às escuras, e o caminho no Brasil é esse: desde que participe, a população não pode falar que não teve acesso ou conhecimento a uma lei ou projeto. Que venha participar das sessões, pois ao trâmite legal para o ato administrativo é dada publicidade'', defendeu.
Questionada sobre a votação sem debate, e com uma emenda não disponibilizada no site da Câmara desde o início da sessão, ela desafiou: ''O cidadão que venha participar, pois, dependendo da situação, pode pagar o ônus (da ausência). Além do mais, qualquer um é parte legítima para propor uma ação popular uma lei - acontece que é fácil questionar, reclamar, sem ter conhecimento da causa''. (J.G.)





