Brasília - O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, insistiu no pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) de quebra do sigilo bancário de contas de duas empresas que foram supostamente controladas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ao reiterá-lo, o procurador-geral disse que esses dados são essenciais para identificar a origem de R$ 1,372 bilhão remetido para o exterior entre junho de 1998 e fevereiro de 1999.
Segundo ele, as transferências foram feitas pela empresa Boston Comercial e Participações por meio de uma conta CC-5, da Nassau Branch of BankBoston. Por isso, ele quer a quebra do sigilo de uma conta da Boston Comercial e da conta CC-5 da Nassau. As duas empresas são ligadas ao Banco de Boston, que foi presidido por Meirelles. ''Somente com a quebra do sigilo na forma requerida será possível a formação do juízo seguro sobre a eventual ocorrência de crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro por meio da complexa rede de empresas sediadas no Brasil, nos Estados Unidos e em Cayman, conforme revelado nos autos'', disse Antônio Fernando.

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