Curitiba - O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, disse, durante entrevista coletiva ontem, em Curitiba, que atribuir a corrupção a um partido "interfere e atrapalha a investigação" e que o compromisso da operação é investigar "a todos". Para o procurador, é preciso ter em mente que o "inimigo comum à esquerda e à direita é a corrupção, que é apartidária e existe desde o período colonial no Brasil". Ele rebateu as críticas de que a Lava Jato persegue o PT, como foi veiculado numa cartilha do partido no mês passado. O procurador afirmou que a operação atinge "circunstancialmente" PT, PMDB e PP por serem esses os partidos que dividiam a nomeação de cargos na Petrobras no atual governo. "Isso não significa que não exista uma corrupção idêntica ou muito parecida antes desse governo, ou em administrações estaduais e municipais", afirmou Dallagnol. "Agora, numa investigação, é como se você estivesse seguindo um veio de uma mina. Uma prova leva à outra", comparou o procurador. "É possível que existam outras minas em outros lugares, a alguns metros de distância, mas não tem como adivinhar que ela existe. Não tem por onde puxar."

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