O procurador jurídico da Câmara Municipal, Airvaldo Stella Alves, deve emitir hoje parecer favorável ao prosseguimento da representação protocolada na semana passada por 18 eleitores londrinenses pedindo investigação contra os vereadores citados na denúncia do 'mensalinho da TCGL' - doação de R$ 1.600 que a empresa concessionária do transporte coletivo faria mensalmente para o presidente, Sidney de Souza (PTB), o corregedor, Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), o líder do executivo, Gláudio Renato de Lima (PT), os vereadores Jamil Janene (PMDB), Sandra Graça (PP) e Marcelo Belinati (PP), e os vereadores afastados, Renato Araújo (PP), Flávio Vedoato (PSC) e Osvaldo Bergamin (PMDB).
Segundo declaração do procurador na sexta-feira, ''o requerimento (de investigação) está formalmente correto e seria nulo qualquer despacho determinando seu arquivamento''.
O pedido de abertura de processo disciplinar contra os vereadores citados, porém, não será atendido de imediato. De acordo com Stella Alves, a Câmara vai solicitar novos elementos de prova ao Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para subsidiar o esclarecimento dos fatos. Uma das informações que ele espera receber é a cópia do depoimento do vereador Roberto Fu (PDT) aos promotores alegando que já tinha conhecimento do 'mensalinho' desde 2005. Também será requerido acesso aos interrogatórios prestados ao Gaeco e à Justiça pelo ex-vereador Orlando Bonilha - autor da denúncia contra os vereadores.
Segundo o procurador, somente após a juntada de todos os documentos é que o parecer será encaminhado para a mesa diretora decidir se instaura processo administrativo contra os envolvidos. Airvaldo Stella Alves considera que, se a denúncia for procedente, poderá levar à pena máxima prevista pelo Código de Ética. ''É um fato gravíssimo, inclusive doloso, e se configurado incidiria na cassação do mandato'', explicou.

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