Em tom diferente do adotado na véspera, o procurador jurídico da Câmara Municipal de Londrina, Airvaldo Stella Alves, descartou ontem em definitivo o arquivamento de uma representação protocolada na segunda-feira pedindo abertura de investigação contra nove vereadores. Assinada por um apresentador de TV e mais 21 pessoas, a medida se baseia em um dos fatos de suposto esquema de corrupção existente na Casa, relatada semana passada ao Ministério Público (MP) pelo ex-vereador Orlando Bonilha (PR): o pagamento de um 'mensalinho' a parlamentares pela empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), que nega - assim como os acusados - a imputação.
Na terça, Alves dissera que a ''credibilidade'' da representação poderia ficar comprometida, em uma ''análise subjetiva'', ante a possibilidade de haver interesses político-eleitorais envolvidos - referência à pré-candidatura ao pleito municipal do autor principal do documento.
Ontem, porém, o procurador recuou: disse que vai pedir toda a documentação que for necessária para respaldar a análise do Legislativo, e não apenas ao Ministério Público (MP). ''Vamos requerer também à Justiça os depoimentos de Bonilha, pois diante do juiz, não detido, tem maior poder de credibilidade aquilo que ele fala'', adiantou.(J.G.)

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