Curitiba O procurador eleitoral João Gualberto Garcez Ramos pediu ontem a cassação das candidaturas de Roberto Requião (PMDB) ao governo e do empresário Paulo Pimentel (PMDB) ao Senado. Ramos deu parecer favorável a uma representação movida pelo candidato ao Senado pelo PTC, Rogério Miranda de Mello, que acusa os peemedebistas de cometerem abuso de poder econômico e utilização indevida de meios de comunicação. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) irá julgar a ação no dia 18 deste mês.
Segundo Mello, Pimentel estaria utilizando os jornais e a emissora de TV de sua propriedade para privilegiar sua própria candidatura e a de Requião. ''Fui constantemente agredido, tendo meu partido chamado de nanico, e não tive direito a isonomia de tratamento nos jornais. Por isso entrei com a ação'', afirmou.
Mesmo sem ser questionado, o candidato do PTC apressou-se ontem em dizer que não agiu instigado pelo candidato a senador Tony Garcia (PPB), adversário de Pimentel. O PMDB entrou com uma representação contra o PTC, acusando-o de ser uma sigla de aluguel a serviço do pepebista. ''Somos um partido independente, querendo melhorar o País. Já fui acusado de ter ligações com o Tony Garcia, o Alvaro Dias (PDT) e até mesmo o Edésio Passos (PT), mas sou candidato porque acho que posso dar minha contribuição para o Paraná'', alegou.
Curiosamente, ao ligar para a sede do PTC à procura do candidato ao Senado, a Folha, assim como outros jornais, foi redirecionada para outro número de telefone: o do comitê de apoio à candidatura de Tony Garcia.
Para Requião, o TRE não irá acatar o parecer do procurador. ''Foi um equívoco. Esse procurador não deve estar vendo os outdoors pela cidade para me acusar de abuso de poder econômico. Deve estar querendo que o Alvaro Dias concorra sozinho'', comentou.
Quanto à utilização irregular de meios de comunicação, a assessoria do partido informou que é permitido a qualquer veículo posicionar-se a favor de um candidato e destinar-lhe mais espaço quando temas relevantes surgem em pauta.

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