Procurador não vê impedimento legal em chamar promotores
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quarta-feira, 21 de março de 2001
De Londrina 
O procurador regional da República em Londrina, Mário Ferreira Leite, disse ontem que não há impedimento legal quanto aos depoimentos, em hipótese, dos promotores estaduais. Ele enviou um fax em resposta à matéria publicada ontem na Folha sobre os promotores Solange Vicentin, Bruno Galatti e Cláudio Esteves, mencionados como testemunhas nos inquéritos solicitados à Polícia Federal (PF) contra o empresário-doleiro Alberto Youssef e ex-funcionários do Banestado. Os promotores são responsáveis pelas investigações sobre desvio de recursos públicos em Londrina e que envolvem Youssef.
Tal providência, se necessária, não acarretará qualquer impedimento ou suspeição nas ações cíveis em andamento, tampouco em ações que venham a ser proposta, afirmou, em nota. Segundo o procurador, o exercício das funções institucionais é regido pelo princípio da impessoalidade, ressalvando questões de foro íntimo. A opinião, porém, não é compartilhada pelo criminalista Walter Bittar. Na reportagem de ontem, ele disse que os promotores são partes de um processo e representam o Estado contra Youssef.
Na nota, o procurador disse que requisitou diligências à Receita Federal e à PF e que estão revestidos de natureza sigilosa. Ele também afirmou que em nenhum momento houve a indicação dos promotores como testemunhas ou informantes. A Folha apurou, porém, que foram encaminhados ofícios para eles marcarem datas para serem ouvidos na PF. Os promotores não querem dar declarações. (L.R.)


