Uma operação iniciada por volta das 5h de hoje (10) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) culminou na prisão do procurador jurídico de Londrina, Fidélis Cangussu, e outras 15 pessoas, entre elas os presidentes das oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) Atlântico e Gálatas, contratadas em caráter emergencial para administrar serviços essenciais de saúde como o Samu, a Policlínica e a Internação Domiciliar, conselheiros municipais de Saúde e a esposa do procurador.

As primeiras informações do Ministério Público explicam que a ação visou o cumprimento de mandados de prisão de envolvidos em desvio de verbas públicas na área da saúde. Foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão na ação batizada de Operação Antisepsia.

Nesta manhã, o prefeito Barbosa Neto decidiu exonerar o procurador do cargo. Para o prefeito, apesar de todas as denúncias envolvendo as oscips, que estariam colaborando com o esquema fornecendo notas fiscais irregulares, não haverá prejuízos para a saúde municipal.

Barbosa Neto disse ainda que desconhecia a suspeita de desvio de dinheiro público e responsabilizou conselheiros municipais que, segundo ele, teriam pressionado a Prefeitura a contratar as oscips.

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