Curitiba - O procurador-geral da República Antônio Fernando Barros afirmou ontem em Curitiba que não cabe ao Ministério Público Federal (MPF) fazer uma análise sobre a absolvição de políticos envolvidos em escândalos como o do ''mensalão'', já que as decisões foram tomadas na esfera parlamentar. ''A instância política faz um juízo político. E é preciso respeitar as decisões porque elas refletem o pensamento do parlamento naquele momento. O juízo político é suficiente por si só'', disse ele, acrescentando que em outras instâncias haverá, portanto, outras avaliações sobre os casos. ''Juridicamente é diferente.'' Barros evitou, porém, falar sobre possíveis punições aos envolvidos.
Sobre o escândalo dos ''sanguessugas'', no qual o MPF também atua nas investigações, o procurador-geral afirmou que a previsão é apresentar novas denúncias sobre o caso entre fevereiro e março do próximo ano.
O procurador-geral esteve ontem na Capital para receber o título de Cidadão Honorário do Paraná, proposto pelo presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Hermas Brandão (PSDB), e aprovado de forma unânime pelos demais parlamentares. Natural de Fortaleza, no Ceará, o procurador-geral morou na cidade de Antonina, no litoral paranaense, até entrar para a faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba.

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