Procurador-geral e ministro criticam excesso de garantias
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Dimmi Amora<BR> Folhapress 
Brasília - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, defenderam ontem profundas reformas na lei para permitir a aplicação de punições efetivas aos envolvidos em crimes de corrupção. As declarações foram dadas durante a assinatura de um acordo de cooperação entre as duas entidades.
Para ambos, há um excesso de garantias na legislação processual penal brasileira que dificulta a punição de responsáveis por crimes, principalmente de corrupção. Hage afirmou que isso beneficia os criminosos de colarinho branco. ''O Brasil é um dos países, em todo o mundo, que fornece as maiores possibilidades de protelações das ações, o que leva à ineficácia da Justiça e alimenta a sensação de impunidade'', afirmou o ministro, segundo nota de sua assessoria.
Nos últimos 10 meses, se descobriu que quatro governadores de Estado são investigados em inquéritos da Polícia Federal: Distrito Federal, Amapá, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Dois deles, do DF e do AP, chegaram a ser presos.
O ministro disse ainda que a CGU, a Polícia Federal e o Ministério Público já atuam de forma articulada e complementar, fiscalizando, investigando e propondo ações judiciais.


