Procurador-geral do Estado afirma que Paolicchi mentiu
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sábado, 24 de fevereiro de 2001
De Curitiba 
O procurador-geral do Estado, Joel Coimbra, afirmou ontem que se sentiu indignado e ofendido com as acusações feitas por Luis Antônio Paolicchi e que o ex-secretário da Fazenda de Maringá mentiu à Justiça Federal. Ele negou ter tido qualquer benefício político e eleitoral com dinheiro público do município, desviado por ação sistemática pelo grupo que seria chefiado por Paolicchi. Coimbra ainda não definiu qual procedimento adotará em relação ao assunto, mas disse que vai estudar o caso durante o final de semana.
Coimbra foi acusado por Paolicchi de ter recebido recursos do Serviço de Obras e Pavimentação da Prefeitura de Maringá. O dinheiro seria para custear sua campanha para prefeito de Maringá (apoiado por Said Ferreira), na eleição de 1996. Isso é uma mentira deslavada. Colocaram meu nome de maneira cínica e monstruosa. Se alguém pegou dinheiro em meu nome, pôs no bolso. Nunca soube de nada, defendeu-se.
O procurador-geral do Estado do Paraná afirmou ontem que seu coordenador de campanha era o promotor de Justiça Edson Semensatti, e o responsável pela parte de comunicação era o jornalista Antonio Carlos Moretti. Ambos poderiam comprovar que a campanha foi feita com poucos recursos e que não houve dinheiro público envolvido.
Coimbra também disse ontem à Folha, em Curitiba, que os esquemas e acertos eram feitos em outras esferas da política de Maringá. O acerto se dava a portas fechadas entre o Jairo (Gianoto), Paolicchi e o Said (Ferreira, ex-prefeito). Não sei como as negociações eram feitas, disse.
O procurador-geral do Estado acrescentou que a máquina administrativa era controlada pelo então prefeito. O diretor da campanha de Gianoto, Ivo Barros, foi indicado posteriormente ao pleito para dirigir o Serviço de Obras e Pavimentação.


