Procurador-geral de Justiça refuta declarações
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terça-feira, 04 de setembro de 2007
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em nota pública divulgada ontem através da assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) do Estado, o procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo, refutou as declarações do governador Roberto Requião e do diretor-jurídico da Paraná Previdência, Francisco Alpendre, feitas durante a ''escolinha''. A instituição nega a existência de qualquer gratificação adicional ''sendo paga a membros ativos e inativos do MP, com base em contagem de tempo de advocacia e estágio profissional'', conforme trecho da nota.
''Todos os pedidos de aposentadoria de membros do Ministério Público do Paraná vinculados ao Fundo Previdenciário são remetidos, sim, à Paranaprevidência, submetidos previamente à apreciação daquele órgão, que pode questionar qualquer ponto que considerar controverso (...). Não havendo questionamentos da Paranaprevidência, ou em eles já tendo sido sanados, é que a aposentadoria é concretizada, mediante ato oficial do procurador-geral de Justiça. Ainda depois, a aposentadoria é encaminhada para análise, não apenas formal, mas também de mérito, e registro do Tribunal de Contas'', diz trecho da nota.
Ontem à tarde, após a ''escolinha'', o diretor-jurídico da Paraná Previdência, Francisco Alpendre, enfatizou que há dois meses está sendo feita uma auditoria sobre as aposentadorias de todos os mais de 90 mil inscritos na Paraná Previdência - e não só sobre as aposentadorias dos membros do MP. ''É uma questão administrativa, que não tem ingerência política'', declarou ele.
Na sessão ordinária da Assembléia Legislativa, ontem, o deputado estadual Ney Leprevost (PP) foi um dos que criticou a postura do governador Requião. Leprevost afirma que a ''escolinha'', transmitida pela TV Educativa, não poderia ser ''palco para fazer ameaças contra pessoas e contra o MP''. ''Fiquei indignado, perplexo. Usar a TV assim é fazer chantagem com o MP'', criticou ele.


