Brasília - O procurador-geral da União, Jefferson Carús Guedes, pediu exoneração do cargo na tarde de ontem, após divulgação de denúncia do Ministério Público Federal contra ele por suposto crime de formação de quadrilha.
Ainda ontem, o advogado Fernando Luiz Albuquerque Faria foi convocado interinamente para assumir o posto. De acordo com nota da Advocacia Geral da União (AGU), Guedes se afastou do cargo para ''evitar que se cause qualquer desgaste'' à instituição. Ele não quis falar sobre o assunto, apenas disse que sua posição estava na nota divulgada pela AGU.
A nota afirma que o advogado-geral da União, ministro José Antonio Dias Toffoli, ''reafirmou sua confiança em Guedes agradeceu ao dirigente pelos serviços prestados à Procuradoria e destacou a grandeza de abrir mão do cargo para proteger a instituição.
A denúncia contra ele foi publicada ontem pelo jornal ''O Estado de São Paulo''. A reportagem afirma que Guedes foi denunciado pela Procuradoria da República com base em informações obtidas na Operação Perseu, da Polícia Federal, que investigou auditores fiscais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e empresários acusados de envolvimento com suposta fraude na Previdência.
De acordo com a denúncia, o grupo pode ter desviado cerca de R$ 100 milhões. Guedes teria repassado informações estratégicas para o grupo quando atuava como advogado da União junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Jefferson Guedes continuará exercendo o cargo de advogado da União. O seu substituto atuou na subchefia de assuntos jurídicos da Casa Civil de 2001 até julho deste ano, quando assumiu o cargo de adjunto do ministro Toffoli.

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