O procurador-geral da Justiça Militar, Kleber de Carvalho Coêlho, pediu ontem ao Superior Tribunal Militar (STM) o inquérito policial militar sobre o atentado no Riocentro, ocorrido em abril de 1981 na cidade do Rio de Janeiro, que provocou a morte de um sargento e ferimentos graves em um capitão do Exército. Coêlho vai decidir se propõe ao STM a reabertura do inquérito. O procurador também requisitou à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados documentos contendo depoimentos colhidos sobre o fato.
Na sexta-feira, Coêlho recebeu manifestação assinada pela subprocuradora-geral da República Gilda Pereira de Carvalho Berger opinando que, ao contrário do que era sustentado anteriormente, o crime não prescreveu. Segundo a subprocuradora, isso somente ocorrerá em abril de 2001, quando se completará 20 anos do atentado.
Gilda também considerou que o inquérito apurou de forma restrita os fatos, ‘‘apenas apontando como vítimas os militares que foram atingidos pela explosão de uma das bombas’’.
Nota oficial divulgada ontem pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados informou que ‘‘o inquérito daquela época configurou-se como uma farsa, destinada a acobertar os responsáveis pelo mais grave atentado na história da política brasileira, pois representou risco de vida para 9 mil pessoas que se encontravam no pavilhão do Riocentro para um show musical’’.

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