O procurador eleitoral de Mato Grosso do Sul, Luiz de Lima Stefanine, impetrou ação na Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra o governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Ele é acusado de abuso de poder e propaganda oficial ilegal para autopromoção política. Stefanine pede a inelegibilidade de Zeca do PT.

Segundo o procurador, os informes publicitários veiculados pelo governador nas emissoras locais de TV com entrevistas de membros de associações de classe é uma das provas de que ele usa o cargo e a infra-estrautura governamental para se autopromover.

''Num dos casos uma mulher elogia o governador e é induzida a fazer uma sinalização semelhante à letra 'V' no vídeo, o que deixa transparecer que o comercial tem a ver com a suposta vitória de Zeca do PT nas eleições do ano que vem'', disse o procurador.

Stefanine acrescentou que grandes espaços publicitários em jornais diários e semanários sobre o governo de Zeca do PT também dão conotação eleitoreira. O procurador adiantou que a partir de agora o TRE entrará na fase de coleta das provas de defesa do governador para, a partir do ano que vem, analisar o pedido de sua inelegibilidade.

O procurador observou que, a exemplo de Zeca do PT, passará a analisar com mais cautela, a partir de agora, os informes publicitários dos poderes Executivo e Legislativo, de um modo geral. ''É um ano típico para possíveis irregularidades nesse contexto, uma vez que antecede um período importante de eleições'', concluiu.

O superintendente de Comunicação do Estado, Ronaldo Franco, disse que o procurador ''está totalmente equivocado'' e que o governo estadual não infringiu nenhuma lei eleitoral. ''Na propaganda de TV que ele citou, não é usada a imagem do governador nem se fala nada sobre ele'', garantiu.

Sobre a propaganda no jornal, Franco afirmou que ''o governo não tem nada com isso, já que se trata de uma propaganda patrocinada por empresas, sem dinheiro público''.

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