Curitiba - Os deputados estaduais ouviram novamente ontem à tarde o atual presidente da Copel, Rubens Ghilardi, sobre a negociação Copel e UEGA. Ele, assim como procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, que esteve presente durante toda a apresentação de Ghilardi, negaram as acusações de que a UEGA poderia estar funcionando normalmente desde 2003.
''Foi um mau negócio, feito com uma série de equívocos'', afirmou Botto de Lacerda em entrevista, enquanto Ghilardi respondia aos questionamentos dos deputados no plenário. Segundo o procurador-geral existem laudos periciais que atestam que a usina não poderia entrar em funcionamento em função de uma série de problemas técnicos. Isso reafirma a tese do governador Roberto Requião (PMDB) de que em 2002 o Estado pagou por uma energia que nunca teve. Essa foi a justificativa que Requião usou, em janeiro de 2003, para romper o contrato com a El Paso. ''A Copel parou de pagar primeiro porque não tinha dinheiro. Passados três anos as discussões clarearam e as partes deram início a um acordo'', explicou Botto de Lacerda.
Ghilardi, que já tinha falado ao deputados duas semanas atrás, apresentou novamente os números referentes à construção, pendência judicial com a El Paso e compra da usina para justificar o negócio. O presidente da Copel afirmou que o valor de US$ 190 milhões é bom negócio para o Estado porque inclui apenas o que a El Paso gastou para construir sem correções e juros. Segundo Ghilardi, após a compra serão necessários R$ 11,9 milhões para as correções técnicas (valor este calculado em US$ 5 milhões pela El Paso) e, caso o governo concretize o projeto de transformar a usina em bi-combustível (óleo diesel), seria necessário gastar mais R$ 31,4 milhões (valor calculado em R$ 50 milhões pela El Paso). (A.B.)

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