Procurador diz que horário é flexível
O procurador jurídico da Prefeitura de Londrina, Mauro Yamamoto, foi notificado ontem à tarde na ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP), por ato de improbidade administrativa. A ação foi recebida pelo juiz da 8 Vara Cível, Ricardo Alvarez Vianna, que no dia 16 determinou a notificação dos réus para que prestem informações em um prazo de 15 dias.
''Eu não li a ação, mas o MP alega que o Gustavo (Munhoz, ex-assessor da procuradoria) fazia audiências em horário que poderia estar na prefeitura. Isso pode ter acontecido porque o horário dos assessores não é inflexível'', argumentou o procurador. ''A minha preocupação é com o trabalho da procuradoria, o cumprimento do horário mas não necessariamente no horário de funcionamento da prefeitura, até porque temos atividades que não ocorrem nos horários pré-determinados, fixos'', justificou.
Sobre a ação criminal, que acusa Yamamoto e Munhoz de falsidade ideológica, o procurador disse não se lembrar dos horários contidos nos cartões ponto. ''Não me recordo dos horários que foram assinados nos cartões ponto mas na verdade não houve qualquer intenção de se cometer qualquer ilícito. Ele (Munhoz) pode ter colocado o horário normal, as seis horas de trabalho, que é o horário de expediente da prefeitura, como poderia ter colocado um horário superior, que seria o horário real. Temos várias atividades que se realizam no período matutino ou mesmo após as 18 horas e com certeza esses horários não constam do cartão ponto. É praxe mas não que tenha sido por orientação minha ou de quem quer que seja.''
Yamamoto deve prestar as informações requeridas pelo juiz nos próximos dias. ''Vou responder com toda tranquilidade, até porque entendo que não há qualquer ato de improbidade no nosso caso. Saindo da iniciativa privada para exercer o cargo de confiança não temos qualquer vantagem de estar no serviço público'', assegurou.
Munhoz, que trabalhava na procuradoria desde o início do segundo mandato de Nedson, pediu exoneração do cargo há cerca de 60 dias. De acordo com Yamamoto, a saída de Munhoz que continua trabalhando em seu escritório teria sido motivada por questões pessoais e profissionais e não teria nada a ver com as investigações do MP. Munhoz disse ontem que ainda não havia sido notificado nas ações. ''Prefiro não comentar a ação enquanto não for notificado. Não tenho conhecimento do teor das ações de modo que só vou me manifestar após a notificação'', afirmou. A ação penal foi distribuída para a 3 Vara Criminal. (C.O.)





