Curitiba - O procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, reuniu-se ontem com técnicos do Ministério dos Transportes em Brasília para defender o sistema de pedágio de manutenção nos próximos lotes de concessão que serão oferecidos pelo governo federal. A partir de maio, o ministério deve abrir concorrência para que as empresas interessadas assumam sete lotes de rodovias federais no Brasil que ainda não foram privatizadas. No Paraná, um trecho da BR-376, conhecida como Corredor do Mercosul, será o único a ser privatizado.
Duas outras estradas federais cortam o Paraná e tinham sua privatização prevista durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a BR-116 e a BR-277. Porém, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, decretou a suspensão da concorrência, por verificar que os cálculos feitos encareciam as tarifas para os usuários. Assim, o Corredor do Mercosul deve ser o único trecho a ter sua privatização decretada, embora o processo de escolha das empresas deva se estender até meados de 2005.
Segundo o procurador-geral do Estado, o governo federal concorda que as concessões no Paraná foram feitas de maneira errônea durante o governo Jaime Lerner (PSB). ''A perplexidade já existente no governo federal com o modelo de concessões aumentou depois de relatarmos as irregularidades no Paraná'', afirmou Lacerda.
Lacerda também se reuniu com representantes da Advocacia Geral da União (AGU). O tema da reunião foi o decreto de Requião, que prevê a desapropriação das concessionárias de pedágio no Estado. A Rodonorte move sozinha uma ação contra o decreto em Brasília, em que tanto o governo do Estado como a AGU figuram como partes. O objetivo da visita do procurador-geral do Estado foi mostrar à AGU que a desapropriação é uma medida legal.

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