O procurador de Justiça do Paraná, Bruno Sérgio Galatti, contestou ontem as declarações do advogado Antonio Carlos de Andrade Vianna, que defende o deputado estadual e ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati (PP) em uma ação por danos morais movida pelo representante do Ministério Público (MP).
Em 2004, Belinati foi condenado ao pagamento de 500 salários mínimos em função dos danos morais reclamados por Galatti. O ex-prefeito, em entrevista concedida em 1998, teria usado termos considerados ofensivos contra o então promotor de Defesa do Patrimônio Público.
Em reportagem divulgada ontem sobre a publicação do edital de leilão de um imóvel de propriedade de Belinati que servirá para quitar a ação de Galatti, Vianna questionou a alienação do bem, que está indisponibilizado pela Justiça em 32 ações civis públicas. Alegando que o ''interesse público deveria se sobrepor ao interesse privado de um membro do MP'', Vianna adiantou que irá tentar anular o leilão.
''Em relação a este fato, o que está sendo feito seria feito com qualquer pessoa. Qualquer cidadão receberia o mesmo tratamento. Não estou tendo nenhum privilégio. A dívida é de 2004'', disse Galatti. ''Para evitar qualquer questionamento, o conselho nacional já se manifestou a respeito. Isto já está julgado'', complementou o procurador se referindo ao pedido de providências impetrado pelo ex-prefeito em 2006 perante o Conselho Nacional do Ministério Público, que alega que Galatti teria se beneficiado do cargo no caso. O pedido foi arquivado na Corregedoria-Geral, decisão referendada pelo Conselho.
''Quero deixar bem claro que o processo está dentro da legalidade. Ele (Vianna) já se utilizou de todos recursos possíveis, perdeu e agora tenta criar um clima de insegurança que não existe. A decisão judicial é perfeita e este bem vai a leilão. A Justiça tarda mas não falha'', concluiu Galatti.

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