A procuradoria da Câmara de Vereadores de Londrina começou a analisar documentos que podem embasar um possível pedido de afastamento do prefeito Barbosa Neto (PDT). O procurador-geral da Casa, Miguel Ângelo Garcia, já está de posse da transcrição do depoimento dado por Amauri Cardoso (PSDB) ao Gaeco na tarde de terça-feira, quando foi armado um flagrante que culminou na prisão do empresário Ludovico Bonato e do ex-secretário de Governo e atual coordenador de campanha do PDT, Marco Cito.
''Precisamos ver se há materialidade, se há nos documentos alguma prova de que a Câmara teve seus direitos feridos. Só então poderemos encaminhar para a Mesa um parecer sobre o assunto'', explicou Garcia. Se a procuradoria concluir que houve interferência no Legislativo por parte do Executivo, o que embasaria um pedido de afastamento do prefeito, tal entendimento ainda tem que ser votado em plenário antes de ser enviado ao Judiciário. São necessários dez votos para enviar o pedido de afastamento formalmente ao Judiciário.
CP da Centronic
Como o parecer da procuradoria não tem data para ser concluído, a votação da CP - que está marcada para esta tarde na Câmara - pode novamente ser adiada pelos parlamentares. Segundo o vereador Rony Alves (PTB), ''se houver um arquivamento da CP, não há motivos para pedir afastamento''. ''O pedido poderá ser feito caso haja provas da interferência do Executivo na votação da CP. Caso ela seja aberta, ainda podemos pedir que ele fique afastado até a conclusão da CP. Vamos analisar se há clima para votação ou se ela será adiada novamente.''
A votação pode ser adiada se houver o aval da maioria (dez votos) dos vereadores para retirar a matéria da pauta.

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