Processos recentes de escândalos mostram impunidade
Brasília - A falta de punição para empresas que figuram como pivôs de escândalos de corrupção é uma realidade identificada pela análise de algumas das grandes operações da Polícia Federal (PF) e de denúncias recentes que atingiram políticos. Da mesma forma, o grau de impunidade no julgamento de sócios de empresas acusados de crimes também é elevado.
A construtora Gautama, principal alvo da PF na Operação Navalha que descobriu fraudes em licitações de obras públicas, foi julgada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU) em 2007 e não pôde, desde então, participar de outras concorrências. Bens da empresa foram bloqueados para eventual ressarcimento dos recursos públicos desviados, mas nenhuma multa foi aplicada.
Outra empresa que se envolveu em escândalo, a GDK, doou um automóvel Land Rover, avaliado em R$ 80 mil, para o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira. A GDK mantinha - e ainda mantém - contratos vultosos com a Petrobras. O episódio foi investigado pela CPI dos Correios e ao final foi classificado como um ''caso exemplar de tráfico de influência'', mas a empresa não foi processada. (F.R.)





