Na pesquisa do Instituto importante dado desponta: os processos demoram em média 6 anos para tramitar. O estudo não apontou os dados de cada estado – um resumo informa apenas que os processos oriundos do Acre a tramitação é mais demorada (sete anos).

Para o promotor Roberto Liviano, esse tempo é "absurdamente impraticável". "A duração desejável de um processo é de um ano, um ano e meio para transitar em julgado. A distribuição da Justiça precisa ser ágil. Não é plausível que demore tanto. Não é plausível que tudo vá parar no Supremo."

O jurista, que também tem doutorado na Universidade de São Paulo, também se bate contra o foro por prerrogativa de função – o privilégio a que políticos, juízes e promotores têm direito para responder a processos criminais. "O foro privilegiado é instrumento, é uma indústria de impunidade. Há pesquisas que mostram isso com números", critica. "Os casos ficam parados, não se resolvem, ou a prova se perde com o passar do tempo e você tem o gosto amargo da impunidade." (L.C.)

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