Processos contra vereadores emperram
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
A falta de comunicação entre a vice-presidente da Câmara de Londrina, Maria Ângela Santini (PT), e o procurador jurídico Airvaldo Stella Alves voltou a emprerrar o encaminhamento das três representações por quebra de decoro parlamentar contra dez vereadores - seis efetivos e quatro afastados judicialmente. As representações se baseiam em suspeita de corrupção envolvendo aprovação de leis em benefício da boate erótica Shirogohan e do empresário Marcelo Caldarelli, e recebimento de mensalinho da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL).
Entre setembro e o início desse mês, os procedimentos já haviam ''empacado'' à espera de fotocópias dos processos judiciais relativos aos mesmos casos. Os xerox só chegaram à Câmara depois da demora ser tornada pública pela FOLHA.
Atualmente, as representações aguardam parecer da procuradoria sobre o quórum mínimo para sua votação e a possibilidade dos processos, que podem levar a cassações de mandato, terem prosseguimento na próxima legislatura. A vereadora Maria Ângela é a responsável pela condução do caso em razão do impedimento do presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB), um dos envolvidos.
''Estou aguardando uma reunião com o procurador. Na última conversa, ele ficou de estudar e apresentar as formas juridicamente possíveis. Eu estou aguardando'', disse. Questionada sobre a demora no encaminhamento das representações, disse que ''no parlamento a tramitação é toda morosa''.
Já o procurador, negou que o processo esteja em suas mãos. ''Eu estava esperando o encaminhamento, mas parece que ela (a vereadora) viajou na semana passada. Eu estive na procuradoria sexta-feira e o processo não estava lá para dar despacho'', justificou Alves. ''Não sei se a vereadora está esperando um contato pessoal, mas ela tem que encaminhar (o processo) para mim e eu encaminho de volta.''
Além do presidente da Câmara, Sidney de Souza, o vereador Gláudio Renato de Lima (PT) e os afastados Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), Flávio Vedoato (PSC), Osvaldo Bergamin (sem partido) e Renato Araújo (PP), são citados nominalmente nas três denúncias. Jamil Janene (PMDB) é alvo de duas representações (mensalinho da TCGL e caso Caldarelli), Pastor Renato Lemes (PRB) de uma (caso Shirogohan) e Marcelo Belinati (PP) e Sandra Graça (PP) de uma também (mensalinho). Todos os vereadores se dizem inocentes das acusações.


