Processo sobre compra de votos está perto do fim
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 06 de maio de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
''A sentença deve sair em 60 dias'', afirmou a juíza da 146 Zona Eleitoral, Zilda Romero, responsável pelo processo que apura uma suposta compra de votos cometida pelo vereador Joel Garcia (PTN) em 2008. O vereador compareceu ao Fórum Eleitoral, na tarde de ontem, acompanhado de seu advogado, Deli Dias Neves, para acompanhar a oitiva das tesmunhas de defesa, arroladas nos autos. Foram ouvidas duas testemunhas e três informantes.
A ação discrimina listas com 48 nomes de pessoas supostamente pagas para votarem no vereador, durante a campanha de 2008. Cada uma teria recebido entre R$ 20 e R$ 30 pelo voto. Um recibo anexado a ação descreve pagamento de R$ 150. As compras teriam ocorrido no Distrito de São Luiz.
Garcia é réu juntamente com três cabos eleitorais. Os cabos, segundo o promotor Claudio Esteves, foram beneficiados com a suspensão condicional do processo, por delação premiada, e por esse motivo foram ouvidos, ontem, na qualidade de informantes.
De acordo com o promotor, estes seriam os últimos depoimentos porém, as oitivas devem terminar somente na semana que vem. ''Além das testemunhas e informantes ouvidos hoje, havia mais uma testemunha que não pode comparecer. Ela justificou a ausência por motivo de doença, e foi remarcada uma nova oitiva para a próxima sexta-feira''.
O advogado do vereador, Deli Neves, ao final dos questionamentos, pediu acareação dos informantes, que prestaram depoimento durante audiência. ''Foram feitos dois pedidos de acariação, porém, apenas um foi deferido. São divergências importantes que nós temos que apurar. Essa medida é para verificar quem está falando a verdade'', afirma.
Neves acredita na absolvição do vereador. ''A apuração que está sendo posta contra o vereador Joel Garcia não está consistente. Para nós, inclusive, isso seria motivo até de falta de provas, podendo até já resultar numa absolvição'', avalia.
A juiza Zilda Romero, clasificou as oitivas como ''produtivas'' e ''tranquilas''. ''Vamos dar essa continuidade na instrução. Também vamos interrogar o denunciado na semana que vem. Só então vou abrir prazo pras alegações finais e, só depois a prolação da sentença'', revela.
O promotor acredita na condenação dos réus. ''A denúncia já vinha embasada em indícios bastante consistentes, que se reforçaram ao longo da investigação. Eu não acredito que por estas acareações realizadas se consiga obter o esclarecimento de algum fato, que ainda não tenha sido esclarecido. Porém, não há problema nenhum. Estamos bem próximos do desfecho do processo'', afirmou.


