Processo já é o mais demorado da história
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quinta-feira, 09 de junho de 2016
Das agências 
É a primeira vez que o juiz da Lava Jato Sérgio Moro se manifesta sobre a polêmica envolvendo as contas no exterior do deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que é alvo de um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados justamente por negar ser dono de contas no exterior. Ao conselho, a defesa do peemedebista insiste que os valores que o presidente da Câmara tem no exterior foram transferidos para trustes no passado. "O truste, porém, é uma ferramenta jurídica de difícil assimilação para o direito nacional, pois foi criado pelos ingleses, cujo ordenamento, a common law, é substancialmente diferente do brasileiro", argumenta a defesa. Na defesa entregue ao Conselho de Ética, o advogado de Cunha diz que a legislação brasileira não obriga o beneficiário do truste a declará-la.
O processo contra Cunha no Conselho que já é o mais demorado da história, está em fase final e depende apenas do voto da deputada Tia Eron (PRB-BA) para aprovar ou não o parecer do relator pela cassação do peemedebista. Depois disso, o caso é levado para votação do plenário da Câmara.
Cunha entrou ontem com um pedido para que possa se defender antes que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre seu pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República, sob acusação de que o afastamento do peemedebista do mandato e da presidência da Câmara não surtiu efeito, sendo que ele continuaria tentando atrapalhar as investigações contra ele no Conselho de Ética da Câmara, que discute sua cassação. Haveria ainda relato de integrante do conselho à Procuradoria de que estaria sendo ameaçado pelo grupo de Cunha. O caso está com o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato.


