Mais de um ano após a auditoria do município ter detectado irregularidades no projeto Viola de Coité e pedido a devolução dos recursos repassados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, além da abertura de um procedimento administrativo contra a servidora Regina da Silva Reis, nenhuma providência ainda foi tomada.
A justificativa apontada pela Secretaria de Gestão Pública e pela Procuradoria Geral do Município, é a de que estariam aguardando o resultado da perícia da Polícia Técnica em alguns recibos apresentados na prestação de contas do projeto, que teriam assinaturas falsificadas. ''Como está tendo investigação grafotécnica da polícia vamos esperar'', disse o secretário de Gestão Pública, Gláudio Renato de Lima. ''O processo na procuradoria foi suspenso pelo secretário de Gestão Pública e vamos aguardar o resultado da perícia'', afirmou a assessora de gabinete do procurador Carlos Scalassara, Ana Paula de Oliveira.
No início deste ano, a Comissão de Processo Administrativo aberto contra Regina, inocentou a servidora. ''A comissão não finalizou os trabalhos. Não é a comissão quem estipula a penalização, é o secretário. O parecer da auditoria é contrário ao parecer da comissão. A punição não impede sanções criminais'', disse o secretário Gláudio Lima. Conforme o auditor Osvaldo Alves de Lima, as irregularidades detectadas na prestação de contas do projeto foram encaminhadas também para o Ministério Público (MP). ''Vamos verificar se o Viola de Coité teve projetos posteriores aprovados'', complementou o auditor.
As denúncias de irregularidades na Cultura, que estão sendo averiguadas pela CEI da Câmara de Vereadores, também estão sendo investigadas por uma Comissão de Sindicância na prefeitura e pela auditoria do município. Hoje, às 10h, Osvaldo Lima, que preside a Sindicância, deverá tomar o depoimento do secretário de Cultura, Bernardo Pelegrini. (C.O.)

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