Poderia até acontecer na sessão ordinária de ontem à noite, mas a ausência do ministro-relator Marcelo Ribeiro praticamente minou a possibilidade de julgamento em plenário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do registro de candidatura de Antonio Belinati (PP) antes do pleito de domingo.
Desde a semana passada, quando foi pedida vista do processo, saiu da pauta do plenário o recurso assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho, contrário à liberação da candidatura de Belinati. Pinheiro Filho tenta derrubar decisão de Ribeiro, que, no dia 6, se manifestou monocraticamente contra a impugnação da candidatura determinada, em setembro, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O órgão de segundo grau aceitara recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) de Londrina em função da desaprovação de contas de 1999 por parte do Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR).
Segundo a assessoria de imprensa do TSE, o regimento interno do Tribunal estabelece que processos dessa natureza não podem ser julgados quando ausente o ministro-relator da decisão monocrática. Se não houver sessões extraordinárias até sábado, o caso será analisado apenas depois da eleição.

mockup