Processo contra André Vargas está próximo da sentença
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba O juiz federal Sérgio Moro, que está à frente dos processos decorrentes da Operação Lava Jato em primeira instância deve proferir, nas próximas semanas, a sentença referente à ação penal em que o ex-deputado André Vargas (sem partido-PR) responde pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, juntamente com seu irmão, Leon Vargas; e o publicitário e ex-diretor da agência Borghi/Lowe, Ricardo Hoffmann.
O magistrado recebeu ontem os autos conclusos para a sentença depois que os advogados dos acusados protocolaram suas alegações finais, apresentando argumentos em defesa de seus clientes e pedindo a absolvição dos mesmos no julgamento.
Segundo os investigadores, o político londrinense teria recebido por meio de suas empresas LSI Soluções em Serviços Empresariais Ltda. e Limiar Consultoria e Assessoria em Comunicação Ltda., nas quais é sócio com seu irmão Leon; e apontadas pelos investigadores como sendo de fachada, propinas que totalizaram R$ 1,1 milhão.
O valor teria sido pago para o ex-deputado, conforme os procuradores, para facilitar a contratação da agência de publicidade Borghi Lowe, da qual Hoffman era diretor, pelas entidades públicas. O repasse dos valores, segundo as investigações, ocorria da seguinte forma: a Borghi solicitava a empresas subcontratadas a realização de serviços de publicidade legais, entretanto as orientava a realizar pagamentos de comissões devidas - conhecidas como bônus volume (BV), no valor de 10% dos contratos - para contas das empresas Limiar e LSI.
"Não obstante uma trajetória de vida escorreita dedicada a atender os anseios e expectativas da sociedade brasileira, está sendo acusado nesta ação penal pelo Ministério Público Federal de crimes que não cometeu. Assim, por meio de sua defesa técnica, demonstrará que os fatos alegados na exordial acusatória não são verdadeiros, a acusação é manifestamente improcedente, distanciada da realidade e do conteúdo dos fatos na sua substância, além de padecer de graves vícios processuais", destacou a defesa de André Vargas, em manifestação protocolada no processo.
Nas alegações finais os defensores também questionaram a competência da primeira instância para apurar o caso envolvendo um ex-detentor de foro privilegiado; alegam cerceamento da defesa durante o trâmite do processo e levantam suspeitas sobre a licitude das provas produzidas contra os réus.
Vargas e Leon também são réus em outra ação penal que tramita na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Eles, juntamente com Edilaira Gomes Soares, esposa do ex-deputado, são acusados de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal na compra de uma residência em Londrina.


