Para o Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGPL), a Prefeitura de Londrina ainda não concluiu o item do plano de transparência que cobra um levantamento interno sobre os trâmites burocráticos. O plano de transparência foi entregue no ano passado aos então candidatos ao Executivo. A entidade avalia que são informações básicas que podem melhorar o fluxo de trabalho da administração municipal, para garantir mais agilidade nas licitações. Todas as licitações da administração direta em Londrina são conduzidas pela Secretaria de Gestão Pública.

O vice-presidente do OGPL, Fábio Cavazotti, que também preside o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social, afirmou que é preciso ter clareza sobre "quem e quantas pessoas em cada secretaria são responsáveis pela elaboração dos pedidos, qual é o meio físico para a transmissão das informações". "A impressão que dá é que algumas ações são empíricas, sem um fluxo de trabalho determinado."

O secretário municipal de Gestão Pública de Londrina, Rogério Carlos Dias, concorda que a administração precisa melhorar os seus procedimentos internos para agilizar as compras. Ele se referiu à elaboração dos termos de referência, que devem ser feitos pelas demais secretarias com a definição dos produtos ou serviços que necessitam.

Segundo Dias, outros setores também precisam estar capacitados para procederem os pedidos no prazo adequado. "Eu preciso receber a demanda das pastas com 90 dias de antecedência. Esse é o prazo legal para a licitação." Conforme Dias, a legislação rigorosa para as compras no serviço público acaba provocando prazos mais elásticos do que o planejado. "O rito formal garante a boa aplicação dos recursos e não abre espaço para a corrupção, embora seja mais demorado."

No entanto, Cavazotti lembrou que a integração precisa envolver todas as secretarias. "A gente também ouve de servidores que as coisas param na Gestão. Então não dá para dizer quem está certo." (E.F.)

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