Privatização do Banestado ainda provoca polêmica
Curitiba A nota oficial de Stephanes não faz muitas citações ao processo de saneamento do Banestado, período em que o atual secretário da Administração esteve à frente do banco. No único trecho em que cita o processo de saneamento, afirma apenas que ''o Banco Central mantinha um grupo de sete ou oito auditores dentro do Banestado, os quais acompanharam permanentemente todo o processo de saneamento do banco''.
A maneira como o Banestado foi privatizado durante a gestão de Stephanes, em outubro de 2000, foi contestada pelos deputados de oposição nos últimos quatro anos, e deve ser um dos temas polêmicos da CPI. Para o deputado Neivo Beraldin, autor da proposta da CPI do Banestado, o Estado só acumulou prejuízos com a venda. ''O Banestado foi entregue em uma negociata sem precedentes na história econômica do Paraná. Das operações de saneamento só sobrou uma dívida de R$ 30 milhões de reais ao mês, para ser paga durante 30 anos'', dispara Beraldin.
A dívida tem origem em um empréstimo de R$ 5,6 bilhões feito junto a União para que o banco saneasse suas dívidas e aumentasse seu capital. Parte do dinheiro acabou sendo utilizada na compra de precatórios de Alagoas que tinham sido considerado nulos, os chamados ''títulos podres''.(R.S.)





