Privatização da Copel vai estancar déficit
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de outubro de 2001
De Curitiba 
O governo do Estado depende da venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para estancar o déficit previdenciário mensal de R$ 100 milhões. A privatização deve desafogar os cofres públicos e abrir caminho a novos investimentos. Segundo o Palácio Iguaçu, 70% dos recursos oriundos da privatização serão investidos no fundo previdenciário. Os 30% restantes devem ser injetados em segurança, educação, saúde, segurança e geração de empregos.
O objetivo do governador Jaime Lerner (PFL) é entregar o Estado com o problema do fundo previdenciário solucionado. A previdência precisa de aproximadamente R$ 4,5 bilhões para estar totalmente capitalizada. Já recebeu a injeção de R$ 1,5 bilhão, obtidos graças à antecipação dos royalties da Usina de Itaipu.
O secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert, disse que o equilíbro das finanças não depende da venda da estatal. ''Teremos até superávit'', declarou. No entanto, o orçamento de 2001 já previa a utilização dos recursos obtidos com a venda da estatal de energia, calculados em R$ 3 bilhões. A empresa vai a leilão no dia 31 deste mês, no Rio de Janeiro. O preço mínimo foi fixado em R$ 4,32 bilhões.(M.D.)


