Privatização da Copel vai demorar um ano
O governo do Estado confirmou ontem o desmembramento da Copel para a privatização. A companhia de energia será dividida em outras companhais, de distribuição, geração e transmissão. O governo ainda não definiu como será a cisão. O estudo que preparará a Copel para a privatização demora cerca de um ano, pelos cálculos da equipe técnica.
O governador admitiu ontem que a transmissão e até a geração poderiam continuar sob o controle do Estado, por serem estratégicas. A modelagem (levantamento prévio) vai nos indicar o melhor caminho, justificou Ingo Hubert, o presidente da Copel. Ele não descartou a possibilidade de submissão das novas companhias a uma holding.
Os estudos para a cisão da Copel não inviabilizam a transferência dos ativos para o Fundo de Previdência. O Estado detém hoje 68% de suas ações ordinárias (com direito a voto) e 25% de suas preferenciais (sem direito a voto). Teremos agências reguladoras que fiscalizarão o setor energético, garantiu o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis.
Ele disse que a entrega da Sanepar à iniciativa privada não passa do ano 2001. O governo já vendeu 37% de seu capital e mantém 60% à disposição. Os outros 3% são de acionistas. Lerner explicou que a idéia de privatização foi amadurecida nos últimos meses. Houve uma queda nos recursos para a área de saneamento. Este é o melhor caminho, ponderou.
A privatização do Banestado também é ponto importante para o êxito do pacote baixado por Lerner, informou Giovani Gionédis. Ele aposta numa aprovação do pacto firmado com o Banco Central, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, em menos de dez dias. Segundo ele, a matéria chega ao Senado ainda nesta semana. (L.D)





