Privatização da Cia Energética de AL renderá R$ 300 mi
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sexta-feira, 18 de julho de 1997
Agência Estado Maceió 
A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) é o único trunfo do governo do Estado para conseguir dinheiro da União. Anteontem, o presidente Fernando Henrique Cardoso concordou em antecipar recursos que resultarão da privatização de empresas do Estado. O principal ativo de Alagoas é a Ceal, que vale cerca de R$ 300 milhões e é a 26ª no ranking de energia do País. A empresa pertence ao Estado e à União - a parte alagoana representaria R$ 100 milhões.
A Ceal será privatizada em fevereiro do próximo ano e ainda não passou por uma avaliação detalhada. Dentro do quadro caótico de Alagoas, seu perfil se destaca: atende a 500 mil consumidores e passou por um processo de enxugamento que diminuiu o número de funcionários de 1.734 em 1995 para 1.280 este ano. Às vésperas da privatização, estaremos com 1.050 empregados, que é o número ideal para uma empresa desse porte, afirmou o presidente da Ceal, Neiwton Silva.
A empresa, no entanto, não é um oásis completo. Há um passivo de cerca de R$ 80 milhões, fora dívidas pendentes com a Eletrobrás e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). No processo de privatização, vamos converter os débitos em ações, diminuindo a participação do Estado na empresa, disse Neiwton. Dessa forma, se for concedida a antecipação, a venda da Ceal não vai render praticamente nada para Alagoas. O que entrar será revertido para a União.
Um possível crédito de R$ 100 milhões também não seria o suficiente para resolver todos os problemas de caixa do Estado, que precisa de pelo menos R$ 240 milhões para cobrir as folhas de pagamento em atraso. Não andaríamos muito apenas com esse valor, reconhece o subsecretário estadual de Fazenda, coronel Antonio Carlos Morgado da Costa, que faz parte da equipe enviada pelo governo federal para uma intervenção branca nas finanças de Alagoas.
Morgado disse que a proposta da secretaria é a de incluir no pacote da negociação do governo a privatização da Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água de Alagoas (Casal), que vale minguados R$ 15 milhões, e o alongamento da dívida do Estado.


