Prisões podem aumentar no AC
Agência Estado
De Rio Branco e do Rio
A denúncia apresentada anteontem pelo Ministério Público Estadual por homicídio qualificado contra o ex-deputado Hildebrando Pascoal e mais seis pessoas poderá levar para a prisão mais quatro integrantes da família do ex-parlamentar. Se a denúncia for aceita pelo juiz da Vara do Tribunal do Júri, Marco Antonio Nunes Barbosa, serão presos preventivamente o irmão de Pascoal, Pedro, o seu primo Amaraldo e mais dois outros integrantes da família cujos nomes, além de um terceiro, foram mantidos em sigilo porque ainda estão em liberdade.
A expectativa é de que a decisão seja proferida hoje. De acordo com promotores, os denunciados estão sendo vigiados por agentes da Polícia Federal (PF). A intenção é evitar que consigam fugir, caso os nomes que constam da lista sejam tornados públicos antes da decisão judicial. O MPE pediu a prisão preventiva e abertura de processo criminado por homicídio qualificado.
Os réus são acusados de torturar e assassinar o mecânico Agílson Santos Firmino, de 25 anos, o Baiano. De acordo com a denúncia, Baiano teve os braços e as pernas serradas com uma motoserra e os olhos perfurados antes de ser morto.
A tortura ocorreu para que Baiano revelasse o esconderijo de seu patrão, José Hugo, que assassinou a tiros o sub-tenente da Polícia Militar e irmão de Hildebrando Pascoal, Itamar Pascoal. Antes da morte de Baiano, o seu filho, de 13 anos, Wilder, também foi torturado com uma faca e depois assassinado. Os restos do corpo de Baiano foram atirados numa rua, próximo de uma emissora de televisão local.
O pistoleiro Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho, principal testemunha de acusação contra Pascoal, depôs ontem na Vara do Tribunal do Júri. Ele negou ter tentado executar o ex-secretário municipal das Finanças Walterlúcio Bessa Campelo. O atentado ocorreu em maio de 1997.
No Rio de Janeiro, a polícia localizou ontem na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias, Ivana Pereira, de 34 anos, primeira mulher do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. De acordo com os policiais, na casa de Ivana, Beira-Mar mantinha um rádio-amador pelo qual controlava seus negócios e evitava uso de telefones que pudessem ser grampeados.
O rádio não foi encontrado na casa, mas a polícia considera que Ivana, que tem um filho com o traficante, é peça importante nas investigações. Ela foi espontanemente até a delegacia, onde prestou depoimento. Ivana negou seu envolvimento com a quadrilha e garantiu que não vê Beira-Mar há pelo menos quatro anos.





