Prisão foi uma surpresa, diz corregedor
A prisão do vereador Rodrigo Gouvêa (PRP), investigado desde junho pelo Ministério Público (MP) no caso da suposta contratação de assessora fantasma, foi encarada com surpresa pelo corregedor da Câmara, Rony Alves (PTB), único vereador com poder de formular representação contra um parlamentar à Mesa Executiva. Ontem, Alves, subsidiado de parecer da Procuradoria Jurídica da Casa, requereu à 4ª Vara Criminal e obteve cópia do processo que resultou na prisão de Gouvêa entretanto, o petebista admitiu que o mesmo assunto que agora é alvo de duas ações impetradas pelo MP, já fora também objeto de um pedido de informações respondido pela Casa à enfermeira Regina Amâncio, meses atrás, na medida que na sequência foi arquivada.
Agora, Alves garante que, até o final de semana, a Corregedoria entregará uma representação à Mesa com a conclusão de seus trabalhos, na qual poderá indicar as medidas cabíveis e sugerir desde o arquivamento do processo envolvendo Gouvêa à cassação do vereador.
Indagado se a Câmara não demorou em agir sobre um caso noticiado já há mais de quatro meses, o corregedor se esquivou: Em nenhum momento quem fez a denúncia lá (no MP) contra o Rodrigo a trouxe à Corregedoria; as pessoas querem que a Câmara façam o trabalho dela, sem que elas venham nos trazer essas denúncias, queixou-se. Se a Câmara não falhou ao ter deixado de ir atrás, mediante o que era publicizado pela imprensa, por exemplo, sobre o caso da suposta assessora fantasma, e mesmo meses depois, ouvindo Gouvêa durante cerca de três horas supostamente sobre conduta parlamentar? Não quero afirmar isso, mesmo porque eu não estava, à época, na Comissão de Ética ou na Corregedoria. Mas temos que ter celeridade agora, certamente. (J.G.)





