Prisão de Belinati deve ser revista amanhã no TJ
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Cristiane Oya De Londrina 
O agravo regimental impetrado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná contra o relaxamento da prisão do ex-prefeito (cassado) de Londrina Antonio Belinati (sem partido) poderá ser analisado amanhã pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). O recurso foi protocolado no dia 25 do mês passado e, regimentalmente, deveria ter sido analisado na sessão do dia 31. Mas até ontem, conforme informações do site do TJ na Internet, o processo não mais evoluiu.
Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, o regimento interno do TJ determina que agravos regimentais devem ser avaliados pela Câmara competente na primeira sessão após o recebimento pelo relator agravado. A assessoria acrescentou que o recurso provavelmente será submetido amanhã à apreciação da Câmara.
Belinati é um dos sete réus que tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, após denúncia-crime do Ministério Público (MP). Eles são acusados de peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por envolvimento no esquema de desvio de R$ 1,7 milhão dos cofres municipais.
No início de maio, Belinati e o ex-secretário de Administração e Governo Wilson Mandelli ficaram seis dias presos. Dois dias após a defesa de Belinati protocolar habeas-corpus no TJ, o desembargador Otto Sponholz concedeu liminar.
Mandelli, o ex-presidente da Sercomtel Rubens Pavan, o ex-secretário de Governo Gino Azzolini Neto (Governo) e os empresários Cassimiro Zavierucha (Carlos Júnior) e Arion Cruz Santos (de Curitiba) também obtiveram o benefício. O empresário Solano da Ros (o último a ingressar com recurso) é o único que ainda está com a prisão preventiva decretada. Diferentemente dos outros réus da ação, Sponholz solicitou mais informações ao juiz antes de decidir.
Na 4ª Criminal estão tramitando outras três ações com pedido de prisão preventiva contra o ex-prefeito. O juiz acatou as denúncias do MP, mas antes de decidir pela prisão, resolveu aguardar a decisão do TJ. O juiz deve tomar hoje à tarde o depoimento de Azzolini Neto.


