A segunda fase da Operação Publicano, deflagrada no último dia 10, com a prisão de 50 pessoas, revelou um número surpreendente de auditores envolvidos no esquema de corrupção que impera há cerca de três décadas na Receita Estadual de Londrina: apenas em Londrina são 31 fiscais envolvidos, o que corresponde a um quarto dos 135 auditores da delegacia local. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a organização criminosa tinha tentáculos em agências de renda da Receita em municípios da região e também se alastrava para outras delegacias.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março, 15 auditores de Londrina foram denunciados por integrarem a quadrilha; nesta nova etapa, nove daqueles auditores figuram novamente como investigados, além de 25 novos nomes. No Norte do Estado, foram presos nove auditores de Apucarana, Rolândia, Apucarana, Arapongas, Ibiporã e Cornélio Procópio, além de Jacarezinho.
Em Curitiba, dez auditores estão envolvidos – oito foram presos e dois ainda estão foragidos. Entre eles, está José Aparecido Valêncio, que era o coordenador-geral até o mês passado, quando pediu exoneração após ter sido citado pelo auditor Luiz Antonio de Souza, delator do esquema, como integrante da organização; e Lídio Franco Samways Júnior, que é o atual inspetor-geral de Fiscalização da Receita Estadual do Paraná.
Apontado pelo Ministério Público (MP) como "o verdadeiro gestor político da Receita Estadual", o empresário Luiz Abi Antoun se entregou à justiça na última quinta-feira à noite.

- Como a de Jacarezinho (Norte Pioneiro) e a de Curitiba, onde se concentra a cúpula estadual do órgão de fiscalização tributária

- Parente distante do governador Beto Richa (PSDB) e figura com trânsito livre no Palácio do Iguaçu até ser preso em março por fraude em licitação


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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