A pauta da convocação extraordinária do Congresso dará prioridade para a votação das reformas administrativa e previdenciária. O presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), pretende aprovar a reforma administrativa no plenário, em primeiro turno, no dia 11 de fevereiro, três dias antes do término da convocação. Já o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), não tem tanta certeza de que conseguirá colocar em votação no plenário, ainda no período extraordinário, a reforma previdenciária.
O líder do governo, deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), também tem dúvidas: ‘‘O objetivo nosso é votar, mas não podemos garantir’’, disse ontem. ‘‘Se não aprovarmos o primeiro turno da reforma previdenciária, a convocaçãoextraordinária terá sido um fracasso’’, admitiu o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE).
O líder do governo acha que não há como combater o desemprego sem a aprovação das reformas. ‘‘O que está gerando desemprego é esta alta taxa de juros; para reduzir o desemprego é preciso aprovar as reformas para poder diminuir as taxas de juros’’, afirmou Luís Eduardo.
No Senado, o líder do governo, Élcio Alvares (PFL-ES), espera que o relatório da reforma administrativa seja votado na Comissão de Comissão e Justiça (CCJ) por volta do dia 14 de janeiro. O senador Romero Jucá (PFL-RR) está preparando seu parecer, mas ainda não definiu sua posição sobre a inclusão ou não do ponto que prevê a criação de um subteto salarial.
Fernando Henrique Cardoso pediu aos líderes governistas que evitem marcar a votação das reformas numa data coincidente com a de sua viagem para Israel. O presidente viaja no dia 26 de janeiro. ‘‘O presidente quer se empenhar pessoalmente na votação dessas propostas, que são de absoluta importância para a estabilidade econômica do País’’, explica o senador Élcio Alvares (PFL-ES).

mockup