Principal testemunha é hoje assessor da Casa Civil
Curitiba - O procedimento investigativo foi remetido no final de dezembro de 2001 à Polícia Federal, atendendo a um pedido dos advogados de Cassio, que julgaram que os promotores não teriam competência para investigar o caso.
O delegado Hugo Corrêa Martins deu procedimento a investigação, ressaltando que seria difícil encontrar os documentos referentes a todas as transações citadas no livro de Paladino. Paladino atualmente integra a equipe do governo Roberto Requião (PMDB). É assessor especial da Casa Civil. O PMDB foi uma das entidades mais ativas na divulgação das denúncias do caixa paralelo.
''É um volume de documentos muito grande. Mas, para a Justiça Eleitoral, é indiferente se o valor não declarado na Justiça é na ordem dos milhões ou milhares de reais. O crime é caracterizado pela sonegação de informações'', comentou à epoca Martins.
Após o término do inquérito em meados de 2002, o delegado remeteu os autos à procuradoria eleitoral do TRE. Após assumir as funções em julho, o procurador eleitoral João Gualberto Garcez Ramos passou a analisar a documentação, que antes de ser transformada em inquérito policial já somava 14 volumes. (R.S.)





