Principal delator da Publicano segue preso
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segunda-feira, 04 de julho de 2016
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
O dia 30 de junho chegou e o principal delator da Operação Publicano, o auditor Luiz Antonio de Souza, continua detido na unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1). Desde que fechou acordo de colaboração premiada, em maio de 2015, sua principal meta era deixar o regime fechado e cumprir o restante da pena em prisão domiciliar, o que estava previsto para ocorrer a partir de 1º de julho, conforme os termos da colaboração com o Ministério Público (MP).
Porém, os benefícios de tal acordo foram anulados pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, o mesmo que havia homologado o contrato e responsável por todos os processos criminais relativos à Publicano. É que Souza voltou a delinquir, segundo entendimento do MP manifestado na quinta fase da Publicano: o auditor teria extorquido empresários, mesmo preso, para receber dívidas ou propinas. Da cadeia, ele arregimentou conhecidos, parentes e outros presos que teriam exigido valores de empresários para não denunciá-los como partícipes do esquema de corrupção e sonegação fiscal na Receita.
Em razão justamente desses fatos, sua prisão preventiva foi decretada novamente por Nanuncio e é em decorrência dela que ele está preso. Na mesma situação está a auditora Rosângela Semprebom, irmã de Souza, que tinha firmado acordo de colaboração premiada, mas, teria participado do esquema de extorsão na Publicano 5. Ela voltou a ser presa em 12 de maio e segue detida.
"Estou avaliando informações para ingressar com o pedido de habeas corpus", afirmou Eduardo Duarte Ferreira, advogado dos irmãos. Até agora, sustenta o defensor, seu cliente tem mantido todas as afirmações feitas nos depoimentos prestados ao MP, mesmo com os benefícios anulados. "Ele vai manter inteiramente o que afirmou".


