A conclusão da votação, em primeiro turno, da reforma tributária na Câmara será o principal assunto desta semana. Faltam ainda serem votados seis destaques e diversas emendas aglutinativas que visam alterar o texto principal aprovado pelo Plenário da Casa. Amanhã, a Câmara realizará sessão extraordinária, às 10 horas, para retomar a votação.
Primeiro serão colocados em votação os destaques apresentados pela oposição. Os aliados do governo precisam de 308 votos para rejeitá-los e, assim, manter o texto já aprovado. Em relação às emendas aglutinativas, que na última sexta-feira já eram mais de 20, os autores é que precisam de 308 votos para aprová-las. O destaque mais polêmico é o que visa impedir a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU.
A votação da reforma tributária vem se arrastando há dias, principalmente porque o PFL não tem dado trégua aos aliados do governo, fazendo uma oposição acirrada. Na votação do texto principal deixou o Plenário e não participou do processo. Depois decidiu sentar à mesa de negociação, para apresentar pleitos considerados pelo vice-líder do governo, deputado Professor Luizinho (PT-SP) como ''de constrangimentos e inegociáveis''''. Mas não foi só o PFL que dificultou a votação. Governadores, prefeitos, empresários, sindicalistas e o PSDB também criaram empecilhos à votação.
Crítico ferrenho da reforma, o PFL continua sendo, porém, o maior opositor. As negociações com o partido serão retomadas hoje pelo presidente da Câmara, deputado João Paulo(PT-SP), que espera concluir a votação da reforma tributária no máximo até quarta-feira, para, na próxima semana, votar a proposta em segundo turno.

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