PRINCIPAIS TRECHOS DO DISCURSO DE FHC
PRINCIPAIS TRECHOS DO DISCURSO DE FHC
Roosewelt Pinheiro/Agência BrasilCONFIANÇAFernando Henrique: O Plano Plurianual é uma revolução na estrutura do Estado e do governo brasileiro. O programa que aí está resulta em 8,5 milhões de postos de trabalho até 2003. O cálculo é do Ipea- Crescimento - Vamos assegurar um patamar de crescimento de, no mínimo, 4%, no ano que vem. Que esse patamar siga crescendo nos anos a fora para que possamos, realmente, reduzir o desemprego e as taxas de juros.
- Conciliação - Brasil tem lideranças, que são conscientes do momento e sabem das dificuldades, tem coragem para enfrentá-las e não perde a visão de futuro. Agradeço aos partidos da base aliada e de oposição que hão de votar os projetos pelo Brasil, pela compreensão que têm demonstrado e pela sintonia que têm com o Brasil.
- Estabilidade - Os partidos sabem, com muita consciência, que o crescimento, quando não está embasado na estabilidade econômica, é balofo, é fofo, é demagógico, é enganador e nós não queremos isso. O Plano Plurianual é uma revolução na estrutura do Estado e do governo brasileiro.
- Intrigas - Perdem-se as vozes que, tecidas da intriga, imaginam que o governo não terá capacidade, junto com o Congresso, de aprovar as leis estruturadoras que vão dar base ao crescimento.
- Governadores - Eu sei das dificuldades que cada Estado enfrenta. Eu sei do sofrimento do pagamento das contas no final do mês, das insatisfações e sei o quanto dói não poder dar aumento de salário. A responsabilidade nos impõe limites que ao dizer sim, construir os meios para o sim possa ser efetivado. Os governadores reconhecem isso e as queixas que possam existir não sufocam na garganta dos nossos governadores aquele grito firme de que o Brasil precisa e conta conosco. E eu conto com os governadores.
- Imposto - O Orçamento dirá ao País o que será e o que não será feito com o tributo do contribuinte que vai sim, pagar imposto, mas que vai saber onde está sendo aplicado este imposto, programa por programa.
- Modificações - O Congresso vai discutir e modificar o que desejar, vai ter a competência para um diálogo à altura do Brasil.
- Liderança - Liderança de um mundo moderno não é imposição de um algoz, é a compreensão, a motivação, a persistência e a firmeza no mundo. Temos os instrumentos para fazer a transformação, que estamos promovendo.
- Corrupção - Estamos mudando a mentalidade de gestão empreendedora. Vamos ter de nos livrar da praga de que todos gestor é corrupto e de criar mil burocracias que impedem que um gestor assuma responsabilidade, que seja cobrado. Temos de confiar mais nos servidores públicos.
- Sonho - Mas, se não se sonha o desejado, se nós nos conformarmos só com o que é possível, se nós não pensarmos que o impossível pode se tornar possível, se nós não construirmos caminhos para que o impossível se torne possível, sendo ele bom, nós não vamos avançar. Haverá recursos para isso.
- Promessas - É vergonhoso o nosso índice no ensino médio. Nós crescemos 40% nos últimos quatro anos. Temos hoje 6,7 milhões. Queremos 10 milhões. Temos de ter ambição, fazendo 200 novas escolas técnicas. Haverá recursos. É preciso tirar crianças do trabalho penoso e teremos R$ 1 bilhão para isso. Vamos erradicar o trabalho penoso no Brasil.
- Emprego - O programa que aí está resulta em 8,5 milhões postos de trabalho até 2003. O cálculo é do Ipea. Não é tudo e aí não estão incluídos os empregos gerados direto ou indiretamente pelo setor público e privado. Sonho, eu repito. Vamos sim sonhar com uma sociedade que dê emprego a todos. Vamos trabalhar para isso.
- Coração de Pedra - Será, que por acaso, nós não estamos solidários, será que, por acaso, o governo tem coração de pedra e não se derrete vendo a miséria. Ou será que cabeça de pedra têm os que não querem ver que o Brasil está avançando e que nós estamos fazendo o que podemos? E faremos mais e queremos mais. Vamos continuar assentando.
- Lágrima e seca - Há uma coisa que é um outro clamor, um grito que não está parado no ar, que já rola como lágrimas nesse Brasil. E esse clamor e esse grito é que nos temos a tragédia das secas. Gastamos no ano passado, 1,5 bilhão com atividades federais para dar conta da seca. Da seca, só Deus. É impossível, mas nós vamos enfrentar isso com coragem. Há Estado em que a situação é dramática. Vários estudos estão sendo feitos.
- Improviso - Esse trabalho imenso que vem sendo feito há muito tempo não é improvisação. Não estamos dando resposta a outra coisa, senão ao sentimento do Brasil. Não estamos tentando dar resposta, veremos depois como isso vai se concretizar, aos anseios
- Rumo - Rumo não se improvisa. Se tece, se constrói, não é uma idéia genial, não é um gesto dramático ou demagógico, é uma construção. E não nos venham dizer que o Brasil não tem projeto ou venham dizer que o projeto se confunde com o programa de um partido ou uma aspiração, ainda que justa, de um sentimemto da sociedade. Programa de governo é mais do que isso, é um somatório.





