Principais pontos do depoimento
Principais pontos do depoimento
- VÍTIMACacciola disse que, se soubesse antecipadamente do tratamento que o caso da ajuda do BC aos bancos Marka e FonteCindam iria receber da imprensa e da opinião pública, teria preferido deixar a instituição dele sofrer liquidação extrajudicial. Fui vítima de uma histeria acusatória, tratado como bandido, ladrão, como chefe de quadrilha internacional de sonegadores, como verdadeiro monstro.
- CAMPANHACacciola confirmou que contribuiu com R$ 50 mil para a campanha à reeleição de FHC, em 1998.
- LOPESEle negou que tenha entrado no BC, em Brasília, em 13 de janeiro, aos gritos, falando palavrões e exigindo de forma agressiva para falar com Lopes. Francisco Lopes mentiu; cheguei no BC com todo o respeito e tranquilidade, pois estava querendo que eles me ajudassem a encontrar uma solução para os meus clientes; como é que iria gritar? Só se fosse louco.
- BM&F ERROUCacciola disse que a BM&F errou ao limitar as cotações do dólar nos dias 13 (em R$ 1,23 por dólar) e 14 (em R$ 1,25 por dólar) nas operações do mercado futuro. A BM&F errou, pois essa decisão travou o mercado, colocou o Marka no corner, colocou o Banco Central no córner e, depois, ela própria foi para o corner. Cacciola explicou aos senadores que o mercado usa a expressão corner quando algum aplicador ou instituição fica sem saída. Não há bolsa no mundo que não tivesse problemas com uma desvalorização de 60%, como ocorreu no Brasil; a BM&F quebrava.
- A IMPRENSACacciola acusou certos veículos da imprensa de ter inventado histórias, divulgado inverdades, mentiras e feito acusações infundadas. Citou nomes de jornalistas como Ricardo Boechat (O Globo), Lilian Wite Fibe (Rede Globo) e Policarpo Júnior (Veja). Dois órgãos da imprensa tinham, com o Banco Marka, posições compradas no mercado de swapp; eram cerca de R$ 15 milhões e todos eles foram liquidados em primeiro de fevereiro e em abril, com deságio entre 20% e 30%. Foram os jornais O Globo e O Dia.
8) CONTRATOSCacciola confirmou que o BC vendeu ao Marka 1.350 contratos de dólar a mais do que as operações que o banco tinha no mercado futuro da BM&F, que eram de 11.300 contratos. Ele explicou que esses dólares a mais foram usados para honrar contratos do Marka no mercado de swapp e de opções de dólares. Dizer que obtive lucro com esses 1.350 contratos é passar um atestado de incompetência aos auditores do BC.
- FUNDOSCacciola reclamou do tratamento diferenciado que o BC deu aos fundos de investimentos do Marka e do FonteCindam. Pedi desesperadamente ao BC para que vendesse dólares aos fundos do Marka-Nikko a R$ 1,32 por dólar, mas não consegui ser atendido. Soube depois que o BC vendeu dólares para os fundos do FonteCindam por R$ 1,32. Ou o BC errou com o Marka ou com o FonteCindam.
- US$ 17 MILHÕESCacciola explicou que transferiu US$ 17 milhões ao exterior, não para salvar patrimônio, de acordo com o que foi noticiado, mas para liquidar operações do Marka Bank. (A.E.)





