Meheidin Jenani, assessor parlamentar e primo do deputado federal José Janene (PP-PR), entrou ontem com um habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, pedindo o trancamento do inquérito instaurado pela Polícia Federal (PF) e que investiga lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro.
A assessora Rosa Alice Valente - mulher de Jenani - e Stael Fernanda Janene - mulher do deputado - também são investigadas no inquérito que, no final de maio, gerou a apreensão de oito malotes com documentos, notas fiscais e CPUs de computador no escritório político do parlamentar e na residência dos assessores.
Adolfo Góis, advogado de Jenani, alega que as investigações da PF ''não têm amparo legal''. ''O inquérito é um vazio completo. Eles tentam investigar a lavagem de dinheiro mas não indicam elemento nenhum de qual seria o crime antecedente, ou seja, eles teriam lavado dinheiro de quê?'', argumentou.
Além do recurso, Góis também está tentando adiar o depoimento dos assessores agendado para a o início da tarde de hoje. ''Chegaram documentos novos no inquérito, como auto de arrolamento de bens, depoimentos, e temos o direito de ter conhecimento integral do inquérito. Tivemos conhecimento de que foram juntados depoimentos de pessoas de outros estados e isso tudo vai ser objeto de indagações aos meus clientes e nada mais justo que tenhamos vista disso tudo antes'', justificou o advogado.
O delegado que preside o inquérito, Gerson Machado, indeferiu o pedido de adiamento dos depoimentos.

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