Primeiro lançamento da lista de Carlos Jr. também é alvo de ação
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
De Londrina 
Uma das novas denúncias criminais propostas pelo MP contra Antonio Belinati e outros 12 réus tem como objeto o primeiro lançamento, no valor de R$ 25 mil, da célebre lista de Cassimiro Zavierucha, o ''Carlos Júnior'', apontado como caixa de campanha do ex-prefeito. A lista sugere pagamentos e recebimentos para inúmeros políticos, em plena campanha de 98. Nesta ação, além de Belinati e Carlos Júnior, o MP também pediu a prisão de Gino Azzolini Neto e Kakunen Kyosen.
Segundo o MP, em julho de 98 a Comurb fabricou uma licitação e pagou R$ 24.995,90 para o empresário Ivano Abdo, dono da Iasin, uma empresa de Curitiba que fabrica placas de sinalização. Após o rastreamento bancário do cheque emitido pela Comurb, Abdo confessou ter repassado o dinheiro para Carlos Júnior. O empresário repassou mais R$ 4,10, para completar os R$ 25 mil. O empresário confirmou a transação para o MP, tornando-se réu colaborador.
Carlos Júnior soma agora três pedidos de prisão. Citado em outras duas ações criminais - uma delas pelo desvio de R$ 2 milhões da Comurb - o empresário já ficou quatro dias preso no 2º Distrito Policial. Segundo o MP, parte do dinheiro desviado teria financiado a campanha de Antonio Carlos Belinati, em 98.
''Não há pressupostos para a prisão. É completamente descabido, uma violência inominável. O Tribunal (de Justiça) já decidiu em dois habeas-corpus, e o próprio juiz foi claro na sua decisão e só decretou a prisão por um motivo que era o clamor público e o Tribunal já disse que (isso) não é motivo'', afirmou o advogado de Zavierucha, Mauro Viotto. Kakunen, que também já ficou quatro dias preso, demonstrou surpresa ao ser informado dos dois novos pedidos de prisão. ''Não tenho nada a dizer. Não tinha conhecimento desses desvios'', resumiu.
Outro réu, Gino Azzolini Neto, já escapou de dois pedidos de prisão por estar foragido. Seu advogado, Omar Baddauy. não acredita na decretação da prisão preventiva. ''O MP continua insistindo em uma prisão desnecessária, descabida, e por isso mesmo não encontra apoio em lei.'' (C.O e L.R)


